Ao desespero um breve alô. Isso poderia ser uma crônica, poema ou simples conjunto de pensamentos e idéias. O mundo que não quero para os meus filhos.
Maria Clara, eu sei que você vai vir, não sei como, quando nem com quem, mas você virá. Eu vou estar te esperando, e vai ser a criança mais amada e querida antes mesmo de estar na minha barriga ou nos meus braços, antes mesmo de olhar nos seus olhos, sentir seu cheiro e tocar seus bracinhos pequeninos de bebê. A minha única certeza é que você virá. E é nesse mundo, com essa perspectiva que eu vou lutar pra fazer as coisas mais belas e leves pra você. Não quero que se contamine com a hipocrisia e o preconceito aqui de fora. Quero flores, nariz de palhaço, risadas e muitas cores pra minha menina. O mundo as vezes é cruel, mas eu estarei aqui pra te deixar andar com as próprias pernas e te levantar quando cair. Vou ser forte e guerreira pra você, amor e orgulho numa só pessoa, por nós duas. Eu não quero pra minha filha um lugar onde as pessoas não enxergam os sentimentos com clareza em suas diferentes formas, que a família já não vem acompanhada de compreensão, amor irrevogável. Que vergonha se dá pela falta de conciência e intelecto das pessoas...vergonha hoje é por outros motivos.Não quero esse mundo, onde ser drogada, ou prostituta é mais aceitável do que a relação com o mesmo sexo. Não quero te guardar em uma cela, nem te incompreender...só quero te amar, olhar pra você e na sua inocência pura sentir conforto e assim poder apoiar suas escolhas e nunca te decepcionar. Quero que brigue comigo, faça bico e lute pelas suas causas mesmo que entre elas esteja tomar um sorvete num dia frio de inverno. Que aprenda a não viver de aparências e a apreciar as simples coisas da vida.E acima de tudo quero que não seja como eu, e sim você mesma na sua essência especial e singular que eu saberei respeitar e lutarei também pelo seu respeito. Vou te dar asas pra voar. Te espero um dia nos meus abraços.
Sua mãe.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
terça-feira, 14 de julho de 2009
Faço do corpo poesia
Eu sou poesia, sou afago, abraço, aperto de mão. Sou cores e mais cores, sou risos pelo chão.Sou um alô, tchau, como vai e tudo bem?Sou essa, sou aquela, sou uma em cem. Sou uma corrida cansativa, uma caminhada lenta, um mergulho até o fundo ou apenas o molhar dos pés. Sou a luta pelo ideal pelo meu caminho pelo anormal. Sou a busca o achado, o inaceitável, o incerto o certo no mesmo corpo quem vai saber? Sou a música, a fotografia, o desenho, a gastronomia.Sou vinis, vitrola, antiguidades...sou toda expressão de arte até escrever faz parte.Sou a grama molhada quando o dia nasce, o toque leve das flores a lua em todas as fases. Sou a incompreensão, e compreensão, o ciúmes e a falta de nexo, sou o calor, fazer amor, fazer sexo. Sou a diferença a importância, amizade, fidelidade e o sentimento...posso ser tudo no mundo mas ser eu mesma,todo momento.
Nada
e de pensar que só por um momento eu não podia me conter
e que toda aquela relação absurda protocolar estava voltando
mas eu não ia deixar, não dessa vez, não com algo tão bonito.
Dizem que idealizar o amor é morrer mas amar também é morrer
um tanto.Então me deixem com minhas idealizações puras,
de uma forma incoerente que só eu enxergo
e melhor sinto. Amor acima de tudo, do céu e das coisas materiais,
acima das escolhas, padrões, distâncias. Ele está ali por que não
conseguem enxergá-lo? Agora eu vejo, com perfeição e do meu lado.
Nada pode parar, nada.
e que toda aquela relação absurda protocolar estava voltando
mas eu não ia deixar, não dessa vez, não com algo tão bonito.
Dizem que idealizar o amor é morrer mas amar também é morrer
um tanto.Então me deixem com minhas idealizações puras,
de uma forma incoerente que só eu enxergo
e melhor sinto. Amor acima de tudo, do céu e das coisas materiais,
acima das escolhas, padrões, distâncias. Ele está ali por que não
conseguem enxergá-lo? Agora eu vejo, com perfeição e do meu lado.
Nada pode parar, nada.
domingo, 17 de maio de 2009
Mas hein?
Sobe o zíper, desce o zíper, sobe o zíper, desce
o zíper, sobe, desce, desce, sobe. Estrala os
dedos, mexe no cabelo, olha no espelho, mexe no
cabelo de novo...quem sabe estrala? Olha para as mãos,
para as próprias mãos, brancas e geladas. No espelho,
tão pálida, sem cor. Mexe de novo no zíper. Pra que
pedir tanto nervoso, tanta ânsia?
o zíper, sobe, desce, desce, sobe. Estrala os
dedos, mexe no cabelo, olha no espelho, mexe no
cabelo de novo...quem sabe estrala? Olha para as mãos,
para as próprias mãos, brancas e geladas. No espelho,
tão pálida, sem cor. Mexe de novo no zíper. Pra que
pedir tanto nervoso, tanta ânsia?
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Declarada
Gostaria de você mesmo que a noite fosse dia
gosto de você mesmo que nem sempre me sorria
gosto de pensar que faria carinho na minha mão
gosto de lembrar dos abraços que me tiram do chão.
E mesmo que ache que a nossa hora não é essa
mesmo que pense que tudo isso é só promessa...
Eu prometo te acordar com sorriso no rosto e cabelo bagunçado
prometo te abraçar mesmo que esteja mal humorado
prometo te fazer gelatina de todos os sabores
prometo tentar explicar o que eu penso sobre as cores.
Prometo que canto até você dormir
prometo não ficar brava mesmo quando você rir
das minhas máscaras verde abacate
quando pinto minhas unhas de verde escarlate.
Prometo deixar você ganhar (só as vezes) no banco imobiliário
prometo ficar com você e esquecer dos meus horários
prometo falar baixinho no seu ouvido frases engraçadas em francês
prometo parar de cantar no chuveiro às vezes em inglês.
Prometo te fazer esquecer que existe vida lá fora
prometo que o nosso tempo só vai ser o agora
prometo deixar você escolher o sabor da pizza quando a gente sair
prometo correr atrás de você cantando a macarena só pra te fazer rir.
Prometo fazer caretas quando você achar que o mundo vai acabar
prometo te apertar bem forte até fazer faltar o ar
prometo me trancar no quarto com você por uma semana
comendo comida japonesa e jogando cartas na cama.
Prometo jogar calcinhas em todos os seus shows que eu for
prometo te fazer cósquinha embaixo do cobertor
prometo tentar diferentes coisas até o dia em que viver
prometo nem por um momento conseguir te esquecer.
Prometo comprar mil pacotes de bala juquinha
prometo te dar uns cascudos quando tentar roubar as minhas
prometo te deixar ir quando for a hora
mas sempre te querer aqui mesmo que tenha que ir embora.
E se tudo der errado...fugimos.
gosto de você mesmo que nem sempre me sorria
gosto de pensar que faria carinho na minha mão
gosto de lembrar dos abraços que me tiram do chão.
E mesmo que ache que a nossa hora não é essa
mesmo que pense que tudo isso é só promessa...
Eu prometo te acordar com sorriso no rosto e cabelo bagunçado
prometo te abraçar mesmo que esteja mal humorado
prometo te fazer gelatina de todos os sabores
prometo tentar explicar o que eu penso sobre as cores.
Prometo que canto até você dormir
prometo não ficar brava mesmo quando você rir
das minhas máscaras verde abacate
quando pinto minhas unhas de verde escarlate.
Prometo deixar você ganhar (só as vezes) no banco imobiliário
prometo ficar com você e esquecer dos meus horários
prometo falar baixinho no seu ouvido frases engraçadas em francês
prometo parar de cantar no chuveiro às vezes em inglês.
Prometo te fazer esquecer que existe vida lá fora
prometo que o nosso tempo só vai ser o agora
prometo deixar você escolher o sabor da pizza quando a gente sair
prometo correr atrás de você cantando a macarena só pra te fazer rir.
Prometo fazer caretas quando você achar que o mundo vai acabar
prometo te apertar bem forte até fazer faltar o ar
prometo me trancar no quarto com você por uma semana
comendo comida japonesa e jogando cartas na cama.
Prometo jogar calcinhas em todos os seus shows que eu for
prometo te fazer cósquinha embaixo do cobertor
prometo tentar diferentes coisas até o dia em que viver
prometo nem por um momento conseguir te esquecer.
Prometo comprar mil pacotes de bala juquinha
prometo te dar uns cascudos quando tentar roubar as minhas
prometo te deixar ir quando for a hora
mas sempre te querer aqui mesmo que tenha que ir embora.
E se tudo der errado...fugimos.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Vento
O vento corre, canta pelas árvores.Descabela seus ramos, seus galhos, faz criar sorrisos nos troncos.Passa, não pede licença nem espera maldizer, o que há para falar de ti? Peço que explique de jeito explicado, ô diacho o que faz ele para rosas se curvarem? É dito e repitido, de fato,o vento já virou causo. Teu toque de moço vistoso é o que faz girassol olhar pra lua de tão encantado que fica, ora se não é isso?! Carece de parar pra pensar no vento mas...o vento vai parar pra deixar ser pensado?Sei bem, só eu sei que ele é assim...um mundão de coisa e tão só ao seu tempo uma espera que não tem fim.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Rendeira
Trabalha rendeira, trabalha suas mãos que calejam por tecerem sonhos quando tecem sonhos, histórias.Tem seu tear, melhor amigo, caneta para o papel, aquele que escreve, penso eu.Ah rendeira,não cesse nem só por um momento, nem só por um lamento...tece no vazio teus fios entrelaçados e assim faz ver vida, teu desenho. Entre os entremeios, bicos, ourelas. Faz flor de goiabeira brilhar à meia lua. E no mais, que simples seja tua escolha, rendeira,nunca pare de tecer. Senhora da vida com seus 12 ou 32 bilros.
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